Como escolher o seu implante de silicone

Aumentar o volume dos seios e modificar seu formato é uma mudança cada vez mais cobiçada pelas mulheres. Essa tendência foi confirmada em uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). O estudo mostrou que o aumento e a redução de mamas ultrapassaram as lipo aspirações. No ano passado, foram realizadas 151 mil operações destes gêneros, contra 91 mil lipos. Com o procedimento em alta, multiplicam-se os modelos de implantes de silicone - uma das formas de modificar as mamas - e as histórias de sucesso e de insatisfação. Por isso, especialistas estão empenhados em informar alguns critérios que ajudam na escolha da prótese, reduzindo a chance de o resultado da cirurgia ficar abaixo da expectativa da mulher. "É comum a paciente querer colocar um volume específico de silicone porque a amiga usou e o resultado ficou bom", diz o cirurgião plástico Alexandre Senra, de São Paulo, um dos mais requisitados para esse procedimento. "O primeiro passo é explicar que cada caso é único e a escolha depende de medidas como o volume e formato da mama para obter um conjunto harmônico."

Há desde o formato redondo até a prótese cônica, para deixar os seios empinados, lançada em 2008 no Brasil pela empresa Silimed. "Também existem os modelos feitos sob encomenda", diz Carol Genarri, da Import Medic, empresa que comercializa próteses. Preenchidas com quantidades que variam dos 60 mililitros aos 800 mililitros, as atuais são feitas com uma tecnologia que lhes confere maior segurança, como o recheio de silicone coesivo. É um gel em que as moléculas se entrelaçam e não escorrem caso ocorra uma ruptura do implante - risco que os especialistas afirmam ser mínino hoje.

Nas clínicas em que a avaliação da paciente é conduzida com a delicadeza que se exige para modificar a aparência de alguém, as decisões são tomadas depois de duas ou três consultas. Um dos aspectos que influenciam bastante é o momento de vida da mulher. As que amamentaram, por exemplo, podem ter a Nas clínicas em que a avaliação da paciente é conduzida com a delicadeza que se exige para modificar a aparência de alguém, as decisões são tomadas depois de duas ou três consultas. Um dos aspectos que influenciam bastante é o momento de vida da mulher.

Outra questão a ser esclarecida é a duração do benefício. Em geral, os implantes duram entre 15 e 20 anos. Depois, é necessário trocá-lo.

A paciente também deve estar ciente de que o procedimento requer exames pré-operatórios, deve ser feito em hospitais com a presença de um anestesista e implica período de recuperação de cerca de três semanas. "O profissional que opera tem de ser especialista em cirurgia plástica. Na maioria dos casos de erros ou insatisfação da paciente, a pessoa foi operada por alguém que não era especialista", diz José Tariki, presidente da SBCP.

Quando o roteiro é seguido, a chance de felicidade é maior. Foi o que aconteceu com a estudante Cynthia Teixeira, 23 anos. Ela aumentou os seios há um ano, depois de ter recebido uma boa orientação.

"Eu acho que o aspecto está natural", diz. Quem fica insatisfeita só poderá fazer nova cirurgia cerca de seis meses depois.




Mônica Tarantino - Istoé
31/07/2009
Criação: Universo Virtual Internet | 32 3722-8460